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“Chile, escucha! Tu lucha és nuestra lucha!”

outubro 12, 2011

A globalização, exaltada por uns e rechaçada por outros, corta com dois gumes: se, por um lado, suas diretrizes políticas transbordam fronteiras geopolíticas, as manifestações as perseguem como uma sombra. Exemplos barulhentos de insurreições contra o sistema – árabes e européias – refletiram também no Chile, onde centenas de milhares de estudantes ocuparam escolas e levantaram barricadas contra as heranças educacionais de Pinochet. Leia mais…

Da última tropeada

outubro 12, 2011

Chapéu fincado na testa, poncho emalado na garupa do mouro e olhar perdido entre as tranças das encilhas, Nicanor firmava com incomum demora os arreios.

–        Te apruma, Seu Nicanor! A tropa é pr’ este mês!

Cincha firme, barbicacho apertado, pé no estribo – tremulante. Um arrepio – daqueles que só o Minuano traz pelas frinchas da porta, nos agostos dos campos do fundo – riscou o lombo do tropeiro na hora em que alçava a perna por riba do cavalo. Surpreso, Nicanor desatou um sorriso nervoso e amarelo enquanto deixava a rédea correr na mão, encurtando a estrada no acelerar do passo do mouro. Leia mais…

Bosch-Werner, 1951

outubro 12, 2011

Devia ser Maio de 1952 quando eu cheguei ao distrito de Ibirubá, provavelmente o lugar mais longe do mundo – com o perdão do exagero, qualquer um perde a noção do tempo e da distância depois de alguns meses num navio.  Viagem escura e úmida – durasse mais alguns dias a maresia já me causaria danos irreversíveis. Tirando o desconforto de viajar dentro de uma caixa no porão do navio e um que outro arranhãozinho, cheguei inteiro ao meu destino (e eu nem sabia muito bem o que eu estava indo fazer lá). Hoje, eu, um velhinho carcomido e quase sem voz, me dou ao luxo de postar-me altivamente pra contar minha história. Leia mais…

Aqui no sul é assim

dezembro 29, 2010

Fim de um dia de primavera no interior do Estado.

O cenário para a comunhão da arte está montado da forma mais ortodoxa: um palco, meia-dúzia de milhares de cadeiras de frente para ele e uma imensa lona de circo fazendo as vezes de firmamento, prevenindo alguma intempérie que venha a atrapalhar o espetáculo.

Com a noite já posta, apenas o palco segue vazio. As cadeiras estão, uma a uma, ocupadas. Todas elas recostam um alguém que as ocupa pelo mesmo motivo do que está sentado ao seu lado. Cada ocupante das milhares de cadeiras tolera pacientemente o vazio do palco, pois sabe que em instantes o vazio se encherá de inspiração, e é de lá que virá a novidade que todos aguardam.

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Todo dia, vidros

dezembro 22, 2010


Todo dia, às seis e trinta e cinco da manhã, Cândido Querubim Bandeira desperta. Forra o estômago com algum pão e empurra uns goles de café – para ajudar no processo do pão – ainda antes que o sol adentre o quarto por sua janela. Cândido beija (todo dia) Maria, sua esposa, e sai de casa rumo ao trabalho – não sem antes conferir pela janela da sala “como está o dia”.

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ENTREVISTA: Luiz Marenco

agosto 30, 2010

20 anos, 18 discos, 2 DVDs. E uma história que o coloca junto aos maiores expoentes da secular cultura gaucha. Nascido a 22 de dezembro de 64, começou a se interessar pela música aos 8 anos, quando já dedilhava milongas num violãozinho modesto. Marenco expressa a voz do gaúcho com autoridade de quem cresceu bebendo nos olhos tudo que o campo lhe trouxe.  Se a música regional do Rio Grande do Sul segue sonando nos computadores e nos rádios de pilha mundo à fora, um dos culpados é Luiz Marenco.

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Música e Esporte – Duca Leindecker

julho 3, 2010

(reportagem veiculada originalmente no Radar Esportivo de 19/06/2010)

Essa é a reportagem que resultou da entrevista antes publicada. Texto meu e de Iuri M. (http://callesoriano.wordpress.com/) e edição de Mauricio B. (http://turvallinen.wordpress.com/).

Ouça e baixe aqui http://www.4shared.com/audio/bZOkPILL/duca_definitivo.html