“Chile, escucha! Tu lucha és nuestra lucha!”
A globalização, exaltada por uns e rechaçada por outros, corta com dois gumes: se, por um lado, suas diretrizes políticas transbordam fronteiras geopolíticas, as manifestações as perseguem como uma sombra. Exemplos barulhentos de insurreições contra o sistema – árabes e européias – refletiram também no Chile, onde centenas de milhares de estudantes ocuparam escolas e levantaram barricadas contra as heranças educacionais de Pinochet. Leia mais…
Da última tropeada
Chapéu fincado na testa, poncho emalado na garupa do mouro e olhar perdido entre as tranças das encilhas, Nicanor firmava com incomum demora os arreios.
- Te apruma, Seu Nicanor! A tropa é pr’ este mês!
Cincha firme, barbicacho apertado, pé no estribo – tremulante. Um arrepio – daqueles que só o Minuano traz pelas frinchas da porta, nos agostos dos campos do fundo – riscou o lombo do tropeiro na hora em que alçava a perna por riba do cavalo. Surpreso, Nicanor desatou um sorriso nervoso e amarelo enquanto deixava a rédea correr na mão, encurtando a estrada no acelerar do passo do mouro. Leia mais…
Bosch-Werner, 1951
Devia ser Maio de 1952 quando eu cheguei ao distrito de Ibirubá, provavelmente o lugar mais longe do mundo – com o perdão do exagero, qualquer um perde a noção do tempo e da distância depois de alguns meses num navio. Viagem escura e úmida – durasse mais alguns dias a maresia já me causaria danos irreversíveis. Tirando o desconforto de viajar dentro de uma caixa no porão do navio e um que outro arranhãozinho, cheguei inteiro ao meu destino (e eu nem sabia muito bem o que eu estava indo fazer lá). Hoje, eu, um velhinho carcomido e quase sem voz, me dou ao luxo de postar-me altivamente pra contar minha história. Leia mais…
Aqui no sul é assim
Fim de um dia de primavera no interior do Estado.
O cenário para a comunhão da arte está montado da forma mais ortodoxa: um palco, meia-dúzia de milhares de cadeiras de frente para ele e uma imensa lona de circo fazendo as vezes de firmamento, prevenindo alguma intempérie que venha a atrapalhar o espetáculo.
Com a noite já posta, apenas o palco segue vazio. As cadeiras estão, uma a uma, ocupadas. Todas elas recostam um alguém que as ocupa pelo mesmo motivo do que está sentado ao seu lado. Cada ocupante das milhares de cadeiras tolera pacientemente o vazio do palco, pois sabe que em instantes o vazio se encherá de inspiração, e é de lá que virá a novidade que todos aguardam.
Todo dia, vidros
Todo dia, às seis e trinta e cinco da manhã, Cândido Querubim Bandeira desperta. Forra o estômago com algum pão e empurra uns goles de café – para ajudar no processo do pão – ainda antes que o sol adentre o quarto por sua janela. Cândido beija (todo dia) Maria, sua esposa, e sai de casa rumo ao trabalho – não sem antes conferir pela janela da sala “como está o dia”.
ENTREVISTA: Luiz Marenco
20 anos, 18 discos, 2 DVDs. E uma história que o coloca junto aos maiores expoentes da secular cultura gaucha. Nascido a 22 de dezembro de 64, começou a se interessar pela música aos 8 anos, quando já dedilhava milongas num violãozinho modesto. Marenco expressa a voz do gaúcho com autoridade de quem cresceu bebendo nos olhos tudo que o campo lhe trouxe. Se a música regional do Rio Grande do Sul segue sonando nos computadores e nos rádios de pilha mundo à fora, um dos culpados é Luiz Marenco.
Música e Esporte – Duca Leindecker
(reportagem veiculada originalmente no Radar Esportivo de 19/06/2010)
Essa é a reportagem que resultou da entrevista antes publicada. Texto meu e de Iuri M. (http://callesoriano.wordpress.com/) e edição de Mauricio B. (http://turvallinen.wordpress.com/).
Ouça e baixe aqui http://www.4shared.com/audio/bZOkPILL/duca_definitivo.html
O ensino dando duro nas coberturas esportivas
(publicado inicialmente no site Infocampus http://w3.ufsm.br/infocampus/?p=1352)
Todo amante de esportes sabe: uma grande parcela da emoção do espetáculo esportivo fica a cargo da transmissão radiofônica. Quem nunca se emocionou ao ouvir os inflamados discursos dos locutores, comentaristas e repórteres em uma decisão de futebol? Quem não se lembra de algum tradicional jargão que os locutores tornaram folclórico? Indo um pouco mais longe: quem nunca sonhou em expressar sua emoção para todo o mundo, nos microfones de alguma rádio?
ENTREVISTA – Duca Leindecker
Duca Leindecker é cantor, guitarrista, compositor e escritor gaúcho. Ex-integrante da Cidadão Quem e da Bandaliera, hoje faz parte do duo Pouca Vogal, junto com Humberto Gessinger.
Interior Esquecido: Tabajara-Guaíba (Getúlio Vargas-RS)
(reportagem originalmente veiculada na rádio Universidade, programa Radar Esportivo de 29/5/2010)
O quadro Interior Esquecido do programa Radar Esportivo resgata a história de clubes do interior do estado que já foram grandes e hoje estão olvidados, perdidos no tempo.
Neste Interior Esquecido, a história do Taguá, o Tabajara-Guaíba de Getúlio Vargas.
Ouça/baixe aqui:
http://www.4shared.com/audio/D4kz3ImP/000_-_INTERIOR_ESQUECIDO_-_TAB.html
(gracias Laís Bozetto, que produziu comigo o Interior Esquecido)








